Aberta a temporada de oficinas artísticas da UERJ

Dança, teatro, música, artes plásticas e visuais. Eis o leque de opções aberto pelo Departamento Cultural (Decult) da UERJ para a temporada 2009 das oficinas artísticas. As inscrições foram abertas esta semana e se estenderão até o dia 22 de maio. No entanto, alguns cursos já terão início a partir do dia 18 de maio e têm duração de aproximadamente três meses.

O objetivo dos cursos é estimular a experiência estética por meio da prática e da pesquisa em diferentes linguagens artísticas. Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer os cursos ou tem curiosidade por assistir às aulas, entre 11 e 15 de maio, todas as oficinas receberão, gratuitamente, os alunos interessados em aulas abertas.

Alguns cursos são gratuitos. Para os que são pagos, o custo de participação é de R$120 à vista. Mas a taxa pode ser paga em duas parcelas de R$70. Alunos da graduação, pós-graduação, servidores de todos os campi, filhos e prestadores de serviço têm desconto e pagam R$90.

As inscrições podem ser feitas diretamente no Centro Cultural da UERJ, Rua São Francisco Xavier 524, campus Maracanã. Informações pelos telefones 2587-7606 ou 2587-7423.

Os cursos oferecidos são: Dança do Ventre; Dança Afro; Dança de Salão; Dança Contemporânea; Introdução à Fotografia; Fotografia Documental; Oficina de Pintura e Desenho; Histórias em Quadrinhos; Encadernação; A Linguagem da Aquarela; Papel Marche; Teoria e Percepção Musical; Bateria; Construção de Bonecos; Construção, Movimento e Forma / Iniciação à Cerâmica; Teoria Musical / Violão e Cavaquinho; Teclado; Percussão; Musik Fabrik; Teatro e Dramaturgia; Teatro; Roteiro Cinematográfico; Expressão Corporal / Modelo Monequim; Corpo e Arte e Hatha Yoga; Coro Altivoz; Coro do Meio-dia; Coro Art’canto; Coro Contraponto.

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Por uma nova Lei de Fomento a Cultura!

Escrito por Fellipe Redó

Em fase de consulta pública até o próximo dia 6 de maio, a proposta para uma Nova de Lei de Fomento a Cultura encaminhada pelo Ministério da Cultura traz para o debate atual, a diversidade de interesses entre os diversos agentes culturais, e segmentos da sociedade que tem se manifestado tanto para manter algum privilégio (de 2003 a 2007 só 3% dos proponentes captaram 50% do volume total captado), quanto para ampliação das ações de políticas públicas, como é o caso dos Pontos de Cultura.
O conjunto do movimento estudantil encaminhado pela União Nacional dos Estudantes, as organizações sociais e redes culturais, são mais uma vez chamadas a responsabilidade para manifestarem suas opiniões e propor novos marcos ao aprimoramento do financiamento e fomento à cultura Brasileira.
Não sem razão a proposta de fortalecimento ao Fundo Nacional de Cultura – FNC vai nesse sentido. “É um grande avanço, sobretudo para os Pontos de Cultura, pois muitos estão em comunidades sem recursos, como favelas, quilombolas e aldeias indígenas. A contrapartida deles será social, a partir do trabalho já desenvolvido por eles” explica Célio Turino.
Na prática o financiamento via renuncia fiscal, modelo atualmente utilizado pela lei Rouanet, não deixará de acontecer. Porém, não será mais a única forma de financiamento como é prevista hoje. Outros parâmetros estão sendo previstos como o financiamento retornável ao fundo (participação nos lucros); quando uma parte da grana que foi investida ao projeto volta ao cofre público pra ser novamente reinvestido, o Micro-crédito; uma possibilidade em aberto para um maior incentivo a ações de pequeno orçamento e de relevância para nossa base social, e aos pequenos e médios produtores culturais, e as Parcerias Publico Privada; a qual prevê o incentivo para construção de novos espaços e centros culturais*
* A antiga sede da UNE localizada na Praia do Flamengo -132, após ser incendiada em 1 de abril de 1964 durante ditadura militar e demolida na década de 80, é um exemplo próximo para lembrarmos da existência de bens simbólicos que permanecem no imaginário da população e que precisam ser preservados. Assista ao vídeo A casa do Poder Jovem: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=358915
Uma das críticas que acompanhamos na grande mídia diz respeito a um certo “dirigismo cultural”, que estaria contido na Nova Lei. Ora, devemos partir do principio que se a verba é pública o estado tem de saber onde, porque e como ela esta sendo investida. Isso tem menos a ver com “dirigismo cultural” e sim com maior controle na gerencia dos recursos públicos aplicados. Parâmetros mais claros quanto aos aspectos técnicos e orçamentários do projeto e principalmente o seu retorno social são necessários. Boa parte das iniciativas culturais que foram incentivadas pela lei Rouanet, cito por exemplo o Cirque du Soleil, provem de investimentos altos aos cofres públicos porém sem contrapartida social e acessibilidade ao público restrita com ingressos que variavam entre 230 a 490 reais.
A estruturação dos conselhos setoriais municipais e estaduais como estão previstos, com participação da sociedade civil em 50%, e a prerrogativa para a estruturação dos Conselhos Municipais de Cultura, são a melhor forma para aumentar a representatividade a qual evita tanto a influencia estatal quanto a privada.
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Comissão de Trabalho aprova por aclamação o PL de reconstrução da sede da UNE e da UBES

O Projeto de Lei assinado pelo presidente Lula durante ato dia 12 de agosto foi votado nesta quarta-feira (25)
Após a Comissão de Educação ter aprovado o Projeto de Lei 3931/08 de reconstrução da sede histórica da UNE na praia do Flamengo em dezembro de 2008, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados também aprovou por aclamação na manhã desta quarta-feira (25) o Projeto de Lei que reconhece a responsabilidade do Estado na destruição da sede da UNE e da UBES. O texto, de autoria do Executivo, também cria uma comissão interministerial para estabelecer o valor e a forma de indenização a que a UNE terá direito. A diretora de relações institucionais da UNE, Márvia Scárdua acompanhou a sessão.
Leia aqui o texto do Projeto de Lei.
"Este é mais um passo importante para a concretização de uma reparação do Estado aos estudantes brasileiros que durante a ditadura sofreram ataques a sua democracia. A sede da UNE e da UBES na praia do Flamengo representa a história do movimento estudantil, a história do Brasil", definiu Márvia Scárdua.
O local, berço do movimento estudantil e da resistência à ditadura militar, abrigou a sede da UNE e da UBES, de 1942 até o fatídico dia 1° de abril de 1964, quando o prédio foi incendiado como primeiro ato da ditadura militar. "A reconstrução da sede simboliza a consolidação de uma nova etapa da democracia, que foi instaurada no País com a ajuda e luta dos estudantes", avalia a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.
Agora o PL apresentado pela deputada federal, Alice Portugal e relatado pela também deputada federal, Manuela d'Ávila, ex diretora da entidade, passará pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. "É um longo caminho, mas nos manteremos mobilizados para ver realizado o sonho da nossa volta pra casa", adiantou o presidente da UBES, Ismael Cardoso.
Para a deputada Manuela d'Ávila, relatora do parecer na Comissão do Trabalho, este projeto resgata uma dívida histórica que o Estado brasileiro tem com a UNE e com a sociedade. "A primeira atitude da Ditadura Militar foi o incêndio e a destruição do prédio da UNE, pois a visão dos militares era inadmissível que uma entidade vinculada à liberdade e à democracia estivesse de pé", disse a deputada.
Segundo o Deputado Federal Vicentinho (PT/SP), "Esta medida aprovada avigora que o Estado democrático de direito está avança constantemente. A UNE é de extrema importância e representa a história do Brasil, no passado, presente e sem dúvidas nenhuma, no futuro. Suas lutas e bandeiras buscam sempre o bem estar da sociedade". O deputado finalizou "Guardo a minha carteirinha até hoje".
Tramitação
O projeto tem regime de prioridade e ainda será votado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Confira aqui a íntegra da proposta:
Praia do Flamengo, 132
O endereço abrigou a sede da UNE e da UBES, de 1942 até o fatídico dia 1° de abril de 1964, quando o prédio foi incendiado como primeiro ato da ditadura militar, que deixaria um rastro de tortura e sangue na história do Brasil. Em 1980, o que restava do edifício foi demolido por ordem do então presidente João Figueiredo. Catorze anos depois, em 1994, o então presidente Itamar Franco reafirmou a posse do terreno às entidades. Naquele momento, o terreno era ocupado de forma irregular por um posseiro que explorava no local um estacionamento clandestino. Apenas em 1º de fevereiro de 2007, a UNE recuperou a posse do tradicional endereço, quando, durante uma passeata, milhares de estudantes ocuparam o local onde funcionava um estacionamento ilegal e expulsaram de lá o posseiro.
A partir daí iniciou-se uma série de atos pela reconstrução da sede. A campanha Meu Apoio é Concreto, lançada pela UNE e pela UBES, tem o objetivo de angariar fundos para a reconstrução do prédio. O projeto recebeu o apoio de diversos políticos, personalidades de setores como cultura e educação e ex-lideranças estudantis.
Projeto Oscar Niemeyer
No dia 10 de agosto de 2007, data em que a presidente da UNE, Lucia Stumpf, tomou posse, e, em meio às comemorações dos 70 anos da entidade, o arquiteto Oscar Niemeyer presenteou a UNE e a UBES com uma versão atualizada do projeto, para a reconstrução da sede no terreno da Praia do Flamengo. Niemeyer idealizou um prédio com 13 andares, onde também haverá um teatro para abrigar as produções culturais estudantis e um museu de Memória do Movimento Estudantil, entre outros espaços.


Da Redação

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Nova Lei de Fomento

Consulta Pública sobre a proposta de Projeto de Lei começa na segunda-feira, 23 de março. No mesmo dia, pela manhã, será realizada uma entrevista coletiva com a presença do ministro Juca Ferreira.

Depois de seis anos de análise e amadurecimento do debate, do seminário Cultura para Todos – que percorreu o Brasil em 2003 –, dos Diálogos Culturais no final do ano passado, o Ministério da Cultura divulga nesta segunda-feira, 23 de março, a proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura, que substituirá a Lei nº 8.313/91.

O projeto ficará em consulta pública por 45 dias na página eletrônica da Casa Civil da Presidência da República, com um link para o Blog da Reforma da Lei Rouanet (www.cultura.gov.br/reformadaleirouanet).

No mesmo dia, às 10h, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, concederá uma entrevista coletiva à imprensa sobre o assunto, na Sede do MinC, em Brasília (Esplanada dos Ministérios, Bloco B, Térreo). Ele explicará a proposta do MinC para fortalecer o Fundo Nacional de Cultura (FNC), criar novas modalidades de fomento à cultura e alterações no modelo de renúncia atual.

O ministro Juca Ferreira também vai relatar os passos que já estão sendo dados para modernizar o fomento à cultura, com a criação de um sistema eletrônico de cadastros de projetos e a definição de critérios de avaliação pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), formada, de forma paritária, entre governo e entidades representativas do setor artístico e empresarial.

Informações: (61) 3316-2200/2203/2205/2240.

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