Orquestra Voadora e doações em Niterói



Fonte:www.tropicaline.blogspot.com/2010/05/orquestra-voadora-e-doaçoes-em-niteroi.html

A praça da Cantareira, tradicional ponto de encontro de jovens e universitários de Niterói, contou nesta última quinta-feira (6) com uma presença especial: os jovens cariocas da Orquestra Voadora se apresentaram pela primeira vez na cidade, recebendo doações para os desabrigados pela chuva.

Este foi o segundo evento organizado pelo coletivo Rio Unido, um grupo de artistas e produtores culturais voluntários que se articularam pela internet a fim de realizar eventos para arrecadar doações em função das chuvas no Estado.
Com um público em torno de 400 pessoas, a atividade contou também com o apoio do DCE Fernando Santa Cruz e o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) da UFF.

As roupas, alimentos e material de higiene recebidos foram entregues ao Comitê de Mobilização das Favelas de Niterói, organização dos próprios moradores atingidos pelas chuvas e voluntários, que tem se encarregado da arrecadação e distribuição dos donativos.



Para quem não deu ainda sua contribuição, ainda é tempo: o Sindicato de Trabalhadores da UFF, que fica dentro do campus do Valonguinho é um dos pontos oficiais de recebimento e organização de doações.


O próximo evento Rio Unido será na segunda-feira dia 17 de maio no Buxixo, na Tijuca, e contará com a presença de Ana Élle, Glaucia Chris, Bleffe, Turbilhão Carioca e Farofa Carioca. Não deixe de ir e levar sua contribuição!

Acompanhe as atividades do Rio Unido no twitter: @riounido e #riounido
Mais informações:http://riounido.wordpress.com/

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A perpetuação do estereótipo da favela



Ao longo dos últimos anos tornou-se perceptível a presença de conteúdos baseados em acontecimentos do dia a dia das periferias urbanas na construção das histórias ficcionais. O que se tornou evidente nos filmes da retomada do cinema brasileiro a partir de Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles, agora é banalizado pela televisão, que cede o seu horário nobre para tratar do assunto.

Por Marcos Paulo de Araújo Barros, para o Observatório da Imprensa

Atualmente no ar na Rede Globo, a novela Viver a Vida, de Manoel Carlos, toca na ferida do problema de segurança pública do Rio de Janeiro, por meio da história dos personagens Benê e Sandrinha, que são moradores de uma favela comandada por traficantes de droga. Ele está envolvido com a criminalidade do lugar e ela é a irmã da protagonista rica, que poderia optar por um rumo melhor em sua vida, mas apaixona-se pelo bandido.

Esta não é a primeira vez que o novelista aborda a violência na cidade maravilhosa. Em 2003, uma bala perdida matou a personagem Fernanda em Mulheres Apaixonadas. Entretanto, o fato de a principal telenovela do país transformar a favela como um de seus temas promove o debate público sobre a imagem que os telespectadores fazem da periferia? Ou o enredo de Manoel Carlos apenas contribui para reforçar estereótipos?

Em 2007, a novela Duas Caras, última trama da emissora a abordar o tema favela, surpreendeu o público, pois seu autor, Aguinaldo Silva, construiu uma comunidade diferente da qual os espectadores estão habituados a imaginar como representação de uma comunidade periférica. Em Duas Caras, a favela "Portelinha" não sofria com problemas de violência e criminalidade. O objetivo do novelista era desmistificar a ideia de que na favela só residem bandidos, enfatizando o caráter humano e caracterizando a favela como espaço de pessoas honestas e trabalhadoras. Todavia, ao contrário de Aguinaldo Silva, o escritor de Viver a Vida parece que optou por representar o morro como um espaço dominado por quadrilhas de traficantes de droga e isolado do resto dos cenários de cartão postal, tão evidenciados na telenovela.

Realidade proposital

Com o tom naturalista característico do gênero, as cenas de Viver a Vida que se passam na favela tentam criar no imaginário do telespectador a impressão de realidade. Para tanto, o diretor da obra Jayme Monjardim utiliza a tecnologia para alterar as cenas que mostram o ambiente externo da comunidade, como as escadarias que dão acesso ao morro, e aquelas que se passam no interior do barraco onde vivem Benê e Sandrinha. Segundo Monjardim, em entrevista à Folha Online, estas imagens são diferentes quando comparadas com os demais cenários da novela e têm efeitos que se aproximam do cinema. Talvez exista nessa intenção o desejo de assemelhar as sequências mostradas no horário nobre da tevê às cenas de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite (2007), que foram campeões de bilheteria nas salas de exibição, chamando a atenção do público admirador destes longas-metragens para a novela.

O software que resulta em tal efeito, denominado Base light, conforme o diretor - que também é utilizado para rejuvenescer atores e atrizes - dá a impressão de que de fato os personagens estão em uma favela real. Este clima de realidade propalado por Monjardim, entretanto, no lugar de induzir à reflexão acerca da diversidade e dos problemas de infraestrutura que maltratam os moradores de favela, acaba por representá-la de maneira estigmatizada.

Nesta direção, constata-se que os meios de comunicação, no caso em questão a televisão, funcionam como agentes significantes, produtores de sentido que não reproduzem a realidade, mas sim a definem. A violência exibida pela novela, com ares cinematográficos, pode resultar na glamourização da criminalidade. Na visão de Ivana Bentes (2001), representar a favela utilizando a linguagem do entretenimento, as imagens-clichê, folclóricas e publicitárias reafirmam o que é exposto na mídia todos os dias. Nesta perspectiva, a novela Viver a Vida acaba apenas por transpor a criminalidade das notícias dos jornais para o público de forma espetacularizada por meio de artifícios tecnológicos.

Deste modo, a obra evidencia um maniqueísmo determinista, sempre presente nos produtos midiáticos, que faz uma divisão entre personagens do bem e do mal, configurando numa redução da abordagem do tema favela, deixando de tratar de outros enquadramentos a respeito do tema. De acordo com Felipe Botelho Corrêa (2006), reduzir uma favela ao tráfico de drogas e à violência, mostrando os personagens com estereótipos animalescos, é estabelecer um jogo de alteridade com o espectador, em que ninguém se identifica com as atrocidades que acontecem na trama. "O que se tenta criar é um território de barbárie que não tem contato com o mundo externo: é uma idealização de um lugar onde só o terror tem vez (CORRÊA, 2006, p.54)".

Ao longo da trama, a questão do estereótipo é percebida em diversos trechos. A representação da favela, de Benê e de alguns de seus comparsas confirmam a imagem preconceituosa que a mídia faz do local e das pessoas que vivem na periferia. Para Aluizio Trinta (2008), os estereótipos marcam sua presença no âmbito das representações sociais, dando destaque para fatores afetivos e origens inconscientes no comportamento coletivo. Na visão dele, são considerados como representação rígida e redutora, na maioria das vezes compartilhados por um grupo humano, com referência a instituições, pessoas ou grupos. Nesta linha de pensamento, os estereótipos valem-se de imagens preestabelecidas para todos os indivíduos de uma classe social, que se fixam mediante à atribuição genérica de qualidades de caráter apreciativas ou depreciativas, resvalando ao preconceito.

Entende-se assim que por meio de estereótipos a realidade passa a ser vista de forma distorcida, em que indivíduos e coisas tendem a generalizações indevidas, abusivas ou prematuras. No caso de Viver a Vida, as imagens negativas ultrapassam o horário nobre e acabam fazendo parte do discurso de revistas e sites especializados em novelas. Tanto que no endereço eletrônico oficial da trama, por exemplo, o personagem de Benê, interpretado pelo ator Marcello Melo, é descrito como mau-caráter e está sempre envolvido com as pessoas erradas, além de guardar algumas passagens pela polícia. Ele gosta de Sandra, com quem tem um filho, mas seu objetivo é sempre levar vantagem.

Visão negativa

Quem acompanha a história de Manoel Carlos pode ter a tendência a construir mentalmente uma visão negativa, com padrões e formulações rígidos, a respeito da favela e de seus moradores. Já que o preconceito aparece arraigado também nas falas de outros personagens. Quando, por exemplo, Sandrinha e Benê decidem sair da favela de vez e vão morar na pensão da mãe de Ellen. Os dois se mudam assim que Benê deixa uma clínica clandestina, depois de se tratar de um ferimento de arma de fogo. O casal é recebido na vila, porém, Ellen não gosta da ideia e externa o medo de tê-los por perto. A personagem Yolanda, que vive no lugar, chega a comentar: "acho que vamos ter dias e noites muito divertidos por aqui". A médica Ariane, que também é moradora da pensão, resume o medo de todos: "isso se não aparecerem bandidos e polícia atrás dele (Benê)". Nesta passagem percebe-se que, mesmo numa tentativa de regeneração, Benê não consegue se livrar do estigma de ser morador de favela.

Ainda na mesma sequência, ao chegar no quarto onde irá permanecer com Sandrinha, Benê revista o local para saber se não há ninguém, desconfiando da boa vontade de todos. Sandrinha lhe dá uma bronca: "eles é que podiam estar preocupados em receber você. Ou já esqueceu que entrou uma vez no apartamento da Ellen, dando tiro?"Benê baixa a crista, Sandrinha amolece e insiste para que ele mude de vida: "pega o caminho certo, Benê, enquanto é tempo. Enquanto tá vivo!". Os dois selam a paz com um abraço. Mais uma vez a novela faz questão de lembrar quem é o ex-traficante, evidenciando o quanto será difícil para o personagem desligar-se do seu passado criminoso.

A concepção de que a favela é um local fadado à violência fica evidente em diversas cenas do folhetim eletrônico. Em uma delas, depois que o marido, Benê, foi agredido, Sandrinha perde tudo, inclusive o barraco, que foi todo quebrado pelos bandidos. Ao saber disso, Edite, mãe de Sandrinha, sai de Búzios e vai ao encontro da filha. Ela pede que a filha volte para casa e deixe o barraco, mas Sandrinha se recusa, já que quer ficar perto de Benê, que está sendo cuidado por um médico clandestino da comunidade. Em seu discurso, Edite não cansa de enfatizar o quanto é perigoso morar na favela. Sendo assim, a personagem de Manoel Carlos confirma no imaginário do telespectador a relação entre criminalidade e periferia. A carga negativa ganha força, inclusive, no nome de um dos personagens, o Coisa Ruim, que é morador da favela e comparsa de Benê.

Capacitação para leitura de textos culturais

Desta maneira, presume-se que a novela corrobora para que seu público crie sua imagem particular do território denominado favela. Uma vez que o espectador não tem acesso ao local de verdade, mas sim a sua representação constituída por meio da mediação televisiva. Este acesso por meio do discurso originado na mídia, muitas vezes calcado no artifício da espetacularização, pode formar uma falsa percepção da realidade e visão distorcida da favela e de seus moradores. A periferia vista através do horário nobre pode ser que se pareça mais com aquela enxergada sob o olhar da classe média. A identidade do favelado exibida na tela, por meio do personagem Benê, repleta de estereótipo, costuma ter consequências nas relações humanas na sociedade, uma vez que o indivíduo da periferia é apresentado com uma conotação violenta, gerando um símbolo renegado pela grande maioria do público. Para Corrêa (2006), apenas o fato de a favela ser chamada por outro nome que não o do bairro onde está inserida já é um deslocamento do resto da cidade.

Nesta direção, chega-se a conclusão de que a novela, ao atribuir ações de violência à periferia, tem a intenção de dar maior audiência para a emissora, gerando assim mais lucro no bolo publicitário, visto que a criminalidade espetacularizada funciona como atrativo para o público. Diante disso, torna-se necessário refletir a respeito da leitura que se faz dos textos culturais produzidos pelos produtos midiáticos. Como bem lembra Douglas Kellner (2001), numa cultura da imagem dos meios de comunicação de massa, são as representações que ajudam a constituir a visão de mundo do indivíduo, o seu senso de identidade e sexo, consumando estilos e modos de vida, bem como pensamentos e ações sociopolíticas. Kellner pontua que a ideologia é, pois, tanto um processo de representação, figuração, imagem e retórica quanto um processo de discursos e ideias.

Portanto, é necessário que as pessoas sejam capacitadas para discernir sobre as mensagens, valores e ideologias que constituem a cultura divulgada pelos meios de comunicação. Acredita-se que assim possa haver uma maior reflexão por parte do público consumidor de novelas, tentendo a sair da passividade. Espera-se, com isso, que o telespectador possa romper com as estruturas fixas e seja incentivado a pensar a diversidade e contribuir para que haja, realmente, benéficas transformações sociais.

Bibliografia

CORRÊA, Felipe Botelho. "As projeções de alteridade no espaço urbano carioca: a favela no cinema brasileiro contemporâneo". Lumina – Juiz de Fora – Facom/UFJF – Vol.9, n.1/2, p.51-61-jan/dez 2006.

KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, São Paulo: EDUSC, 2001.

LAHNI, Cláudia Regina; PINHEIRO, Marta de Araújo (org). Sociedade e comunicação: perspectivas contemporâneas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.

SANTANA, Fernanda Castilho. "Favela como espaço de identidade: Representações na telenovela Duas Caras". Revista Internacional de Folkcomunicação. Vol. 1. 2009.

Folha Online – Ilustrada. 05/02/2010.

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Bienal da UEE - RJ


A programação da II Bienal da UEE/RJ acontece durante o CONEG - Conselho de Entidades Gerais da UNE. Em ritmo de virada cultural, a Bienal da UEE vai agitar as noites de sexta e sábado. A solidariedade é uma das marcas dessa Bienal. Durante o evento haverá arrecadação de alimentos e roupas para as vítimas das chuvas no Rio. Mais de 3 mil pessoas de todo Brasil, entre estudantes e convidados estão sendo esperados para o evento

Confira a programação no blog www.bienalueerio.blogspot.com


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IDENTIDADES CRUZADAS


“A Rua é o cordão umbilical que liga o indivíduo a sociedade”
Victor Hugo



Prepare-se! Um grande cortejo cultural vai invadir a Avenida Rio Branco no próximo dia 12 de dezembro, a partir das 15 h.

No dia 12 de dezembro a Avenida Rio Branco vai ser invadida por grupos e associações culturais que vão levar ao público carioca o teatro, o circo, orquestra, hip-hop, capoeira, maculelê, arraiá junino, teatro de bonecos e performances. É o projeto Identidades Cruzadas que consiste num evento de intervenção urbana, simultâneo e itinerante, em homenagem a diversidade cultural brasileira e ao diálogo intercultural França-Brasil. E uma realização da CIDADANIARTE em parceria com a associação Communiquer ou Dialoguer?Une invitation au voyage... da França. O projeto foi idealizado com o objetivo de demonstrar o que da cultura francesa restou no imaginário coletivo brasileiro e como o processo de intercâmbio cultural integra os indivíduos naquilo que é inerente aos seres humanos, a assimilação de idéias, o comportamento social e a criatividade, no momento em que se comemora o Ano da França no Brasil. O evento conta com o patrocínio da OI e apoio do Governo Estado do Rio de Janeiro.


O evento é divido em dois momentos, sendo que o primeiro consiste em atividades artísticas que acontecerão simultaneamente em quatro pontos – “estações” – espalhadas ao longo da Avenida Rio Branco, a partir das 15h. Estas atividades serão compostas, na realidade, por manifestações de grupos que representam a diversidade cultural brasileira, que posteriormente, juntamente com o publico, integrarão o segundo momento, o cortejo final.
O segundo momento é um grande cortejo teatral, que parte às 16h30 da Candelaria em direção à Cinelandia. A criação da dramaturgia do cortejo — centrada em elementos culturais de tradição francesa e brasileira com ênfase em fatos históricos, personagens locais, arquitetura das cidades, objetos, usos e costumes dos dois países — busca a criação de uma narrativa épica que resulte numa nova escritura urbana.
Alguns dos grupos: Tá na Rua, Cia De Mistérios, Orquestra Fina Batucada, Circo Social, Capoeira e Maculelê, Offsina, Circo Trapézio, Grupo Cigano, Quadrilha Junina, Cia dos Banquinhos, Associação de Bonecos.



Confira as Estações

Estação 1: Candelaria
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Avenida Rio Branco
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Estação 2 : Rua. Do Ouvidor Estação 3: Metro Carioca Estação 4 : Cinelândia



Qual poderia ser o papel do espetáculo vivo no processo de mediação social contemporâneo, ou seja, num mundo transformado pelas noções de física quântica, encurtado pela globalização e constantemente atualizado pelas tecnologias, onde a cultura do virtual e da mobilidade são os responsáveis por grande parte da comunicação social?

Qual a parcela cultural francesa na construção do imaginário do povo brasileiro?

O idealizador e diretor artistico do projeto, Heleno Pedroso, é franco-brasileiro, produtor, ator e pesquisador teatral. Membro da Companhia Les Passagers desde 2007, exerce a função de produtor, participando das realizações desta companhia em diversas cidades do mundo (Roma, Londres, Viena, Rotterdam, Genebra, Dubai, etc.). Como ator, participou de algumas apresentações e intervenções durante esse período. Desde 2008, é bolsista do governo francês para desenvolver uma pesquisa sobre o tema : Artes de Rua e Novas Tecnologias da Comunicação e da Informação – Paradigma ou Impossibilidade? Por uma nova escritura urbana, pela Universidade Paris VIII. Em 2008, foi assistente de direção de Claude Buchvald no espetáculo Falstaff, apresentado no Théâtre National de Chaillot (Paris).

■ Percurso

O cortejo partirá da primeira estação: Igreja da Candelária, maior monumento religioso brasileiro, que desperta nos brasileiros o mesmo sentimento dos franceses pela Notre Dame de Paris, marco zero da construção da capital francesa, segue pela Av. Rio Branco (antiga Avenida Central), construída por Pereira Passos, inspirado nas modernizações feitas por Georges Haussmann em Paris, e que ao longo do tempo serviu de passarela para várias manifestações públicas, como a passeata do 100 mil, até parar na segunda estação: Rua do Ouvidor. E segue seu trajeto até parar na terceira estação: Metro Carioca.
Já na fase final, o cortejo chega à última estação, na Cinelândia, memória viva desta longa história comum entre Brasil e França (Câmara Municipal, Cinema Odeon, Escola de Belas Artes, Teatro Municipal, etc.) e que, neste dia, servirá de palco para o grande espetáculo final.


Realização
A associação Communiquer ou Dialoguer?, criada pelo ator-produtor Heleno Pedroso
em Paris, em maio de 2008, orienta suas atividades no sentido do intercâmbio cultural
entre países de origem latina.

O Cidadaniarte - Centro de Cidadania, Artes e Cultura, criado pela ex-Secretária Municipal e Estadual de Educação (Rio de Janeiro), professora Mariléa da Cruz, desenvolve um trabalho social de cidadania através da arte, sendo considerado em 2005, uma instituição de utilidade pública.


Confira o blog do evento em http://identidadescruzadas.blogspot.com/

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Fim de ano arretado na Feira de São Cristóvão


Gonzagão será homenageado no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas nos dias 12 e 13 de dezembro com um abraço simbólico e muita diversão


Pela primeira vez, o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas faz uma programação Especial de Natal com shows, arrecadação de livros, inauguração do Centro de Memória do Migrante Nordestino (Museu da Migração), o tradicional forró e literatura de cordel e um grande abraço simbólico de meia volta no entorno da Feira. Todas essas atrações fazem parte da programação de fim de ano que a Feira de São Cristóvão, como é popularmente conhecida, fará em homenagem a Luiz Gonzaga, que, se estivesse vivo, completaria 97 anos no dia 13 de dezembro.

As comemorações se iniciam no dia 12 de dezembro, às 22h com apresentações de Zé Calixto (conhecido como Rei dos Oito Baixos - espécie de sanfona), Marcus Lucenna, César Nascimento, Tribo de Gonzaga, Forró Safira e Cassiano Beija-flor. Miniaturas do rei do baião serão presenteadas a autoridades e convidados especiais.

"Essa homenagem é mais do que necessária ao Rei do baião e patrono da feira. Ele foi o porta-voz da civilização nordestina. Uma voz mágica que teve que lutar muito para ser ouvida, mas cumpriu sua missão. Essa voz tinha cara de lua e nome de santo: Luiz Gonzaga. Sinto-me muito feliz e privilegiado, por gerenciar o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Estava no local certo, na hora certa quando me escolheram para gerenciar a feira", diz Marcus Lucenna, atual gestor do local.


Abraçando a memória nordestina


No dia 13, às 10h, uma grande corrente humana será formada para dar um abraço em volta do Centro - indo da estátua de Luiz Gonzaga a estátua do Padre Cícero. Esse ato simbólico será uma homenagem a Gonzagão, que morreu há 20 anos (02 de agosto de 1989) e também lançar pedra fundamental do Centro de Memória do Migrante Nordestino.

Na ocasião haverá arrecadação de literatura de cordel, fotos, objetos antigos, roupas de época, etc para o Centro de Memória que ficará permanentemente no local. Também serão arrecadados livros e brinquedos que, em parceria com a Ação da Cidadania, serão doados para a Campanha Natal sem Fome dos Sonhos.

Às 12h haverá uma missa nordestina com sanfoneiros da feira, uma benção da réplica da igreja de São Francisco da cidade de São Cristóvão em Sergipe com os padres Flávio e Honório e a inauguração do Presépio Nordestino todo confeccionado de cabaça, com textura de fibra natural, cetim, bucha, sementes e chitão. Serão distribuídos 1.000 kits com camiseta, cordéis sobre Luiz Gonzaga, Reis Magos e de artistas da feira com autores variados.


Festejos natalinos com a cara do nordeste brasileiro


"Meu pinheiro é meu mandacaru. Com enfeites de algodão. Alpercata no terreiro. Os Reis Magos três vaqueiros. Aboiando no Sertão...". O desejo do cantor alagoano Eliezer Setton está explícito em sua música, que tenta arrastar de vez o Natal para o verdadeiro clima nordestino, que nada tem haver com neve. E é nesse clima natalino genuinamente brasileiro que no dia 18, às 20h haverá apresentações de grupos de Folia de Reis Sagrada Família, dia 19, no mesmo horário, Folia de Reis do Centro de Tradições Nordestinas e no dia 20 de dezembro, às 18h o Centro de Tradições Nordestinas contará com um Auto de Natal com o Grupo Marabrasil.


Sobre Luiz Gonzaga


Luiz Gonzaga (1912 -1989) nasceu em Exu, no sertão de Pernambuco. Começou na música ouvindo e aprendendo com o oito baixos de seu pai, Januário. Autor de clássicos da música popular brasileira, como "Assum Preto", "Vem Morena" e "Asa Branca", Gonzagão, como ficou conhecido após a ascensão musical de seu filho Gonzaguinha, começou a carreira ainda jovem no Rio de Janeiro, na década de 1940.


Sobre a feira de São Cristóvão


Um pedaço do Nordeste no Rio de Janeiro. Assim pode ser definido o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, onde funciona a tradicional Feira de São Cristóvão. São cerca de 700 barracas fixas que oferecem as várias modalidades da cultura nordestina: culinária típica, artesanato, trios e bandas de forró, cantores e poetas populares, repente e literatura de cordel.


A Feira funciona desde 2003 dentro do Pavilhão de São Cristóvão, marco da arquitetura moderna brasileira, reformado pela Prefeitura com o objetivo de preservar esse espaço tradicional da cultura nordestina na cidade.


Serviço:

Dias e horários:

12/dez - 22h. Classificação etária 18 anos. Shows com Zé Calixto, Marcus Lucenna, César Nascimento, Tribo de Gonzaga, Forró Safira e Cassiano Beija-flor. Presença de Autoridades e Personalidades.

13/dez - 10h. Classificação etária livre. Abraço simbólico em volta do Centro. Lançamento da pedra fundamental do Centro de Memória do Migrante Nordestino. Distribuição de kits com camisetas e córdeis.

12h - Missa nordestina. Inauguração do presépio. Benção da réplica da Igreja São Francisco da cidade de São Cristóvão em Sergipe.

18/dez - 20h. Classificação etária 14 anos. Folia de Reis Sagrada Família

19/dez - 20h. Classificação etária 14 anos. Folia de Reis do Centro de Tradições Nordestinas

20/dez - 18h. Classificação etária 14 anos. Auto de Natal com o Grupo Marabrasil

Endereço: Campo de São Cristóvão S/Nº - Pavilhão de São Cristóvão - Bairro de São Cristóvão - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2293-0095 // www.feiradesaocristovao.org.br

Ingresso para todas as atrações: R$ 2,00
Estacionamento: R$ 5,00

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